A movimentação teria acontecido entre os anos de 2011 e 2015 durante mandato do político
Nesta terça-feira (31), o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) pediu o afastamento do vereador de Franco da Rocha, George Santos (PTB), por suposto envolvimento na prática de “rachadinha”. O político teria exigido que algumas pessoas nomeadas a cargos públicos na cidade, entregassem parte de seus pagamentos, como condição de manterem suas funções municipais.
Segundo o processo, a movimentação teria acontecido entre os anos de 2011 e 2015 durante o mandato de George. O político com auxílio de sua filha, a advogada Aline Moura, teria solicitado o recebimento de parte das remunerações das pessoas que seriam nomeadas para cargos em comissão na prefeitura local. De acordo com os cálculos do Ministério Público, a possível apropriação indevida foi quantificada por volta de R$ 130 mil.

As testemunhas e ex-funcionários da Prefeitura de Franco da Rocha, Sandra Martins Ferreira, Shamira, Natassia Alves Bianchini, Orlando Moreira Filho e Marcos Daniel de Sousa, foram ouvidas e fizeram declarações sobre a conduta irregular do vereador.
O pedido de afastamento do político, segundo a decisão judicial, se deve ao risco de que condutas semelhantes voltem a ocorrer; risco de alteração no processo – uma vez que o acesso aos documentos e informações importantes para o esclarecimento dos fatos relatados e provas fundamentais podem ser omitidos ou desaparecer -, além da possível influência sobre outros vereadores e testemunhas.
A decisão também determina o bloqueio de bens do vereador e de sua filha em um total de R$ 200 mil, além da quebra de sigilo fiscal de ambos.
Procurado pela reportagem do Conexão Juquery para comentar sobre a decisão, George Santos afirmou “não ter conhecimento do assunto” e que, por hora, “não teria nada a declarar”.