Kiko ajuda a reverter veto que pode pesar na sua conta de luz

Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
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Prepare o bolso e segure o grito: vem aumento na conta de luz, e com carimbo petista. O deputado federal Kiko Celeguim (PT-SP), que costuma acender velas nos palanques da moralidade popular, decidiu iluminar os corredores de Brasília com votos que prometem deixar as lâmpadas da sua casa 3,5% mais caras até 2050.

Na última terça-feira (17), Kiko engrossou o coro da base governista que derrubou vetos presidenciais ao Marco Regulatório da Energia Offshore. O curioso? Os vetos foram feitos por Lula — sim, o mesmo — mas depois foram desfeitos com aval do próprio governo, num daqueles movimentos em que o Brasil tenta se entender como república.

Entre as bondades reintegradas à lei, temos a contratação obrigatória de usinas eólicas no Sul, hidrogênio no Nordeste e as já conhecidas PCHs (Pequenas Centrais Hidrelétricas), tudo isso mesmo sem demanda. O Proinfra também ganhou sobrevida. Resultado: uma conta estimada em R$ 197 bilhões até 2050, segundo a Associação dos Grandes Consumidores de Energia. O planeta agradece, o povo paga.

A justificativa oficial? “Preservar outros vetos importantes”, segundo o líder do governo, José Guimarães (PT-CE). Tipo aquela clássica negociação em que você leva um calote, mas com um cafezinho.

Kiko, que representa a região do Cimbaju no Congresso, votou como manda a cartilha da governabilidade. E não foi o único: o PT liderou a fila na Câmara com 63 votos a favor da derrubada, superando até PL, MDB e PSD. No Senado, mais do mesmo. A base toda embarcou — direita, esquerda e centro — num raro momento de harmonia que só acontece quando o prejuízo é do consumidor.

O governo agora promete editar uma nova medida para tentar aliviar a pancada. Mas já sabemos como isso costuma funcionar: enquanto eles discutem o futuro energético do Brasil, você apaga a luz da sala.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Conexão Juquery 
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