O deputado Ribamar Silva (PSD) votou contra a chamada PEC da Blindagem, aprovada nesta terça-feira (16) pela Câmara dos Deputados. Bastante atuante em Franco da Rocha e na região do Cimbaju (Consórcio Intermunicipal dos Municípios da Bacia do Juqueri), Ribamar se posicionou publicamente após a sessão, afirmando estar com a “consciência tranquila” em relação ao voto.
A PEC, aprovada em dois turnos, dificulta o andamento de processos criminais contra deputados e senadores, exige autorização prévia do Congresso para abertura de ações penais e amplia o foro privilegiado para presidentes de partidos. Apesar da resistência de parte da Casa, o texto avançou com apoio de 353 deputados no primeiro turno e 344 no segundo.
Ribamar, no entanto, destacou que sua decisão foi tomada com base em estudo e diálogo desde o início da tramitação.
“Hoje votei contra a PEC da Blindagem. Desde o primeiro momento em que esse tema chegou à Câmara, estudei, ouvi, avaliei — e confirmei que minha posição estava certa desde o princípio”, afirmou.
Para o deputado, o Congresso não pode se concentrar em mecanismos de proteção aos políticos, enquanto a população enfrenta dificuldades em áreas essenciais.
“Não defendo blindagem para políticos, defendo blindagem para o povo: para o trabalhador, para as famílias simples, para quem sofre com a falta de saúde, educação, saneamento e dignidade”, disse.
Ribamar completou sua fala ressaltando que o voto contrário foi uma forma de honrar o compromisso com os eleitores da região.
“Meu compromisso é claro: se é para dar privilégios, que seja sempre em favor dos que mais precisam. Saio desse voto com a consciência tranquila e o dever cumprido de representar quem realmente importa — o povo brasileiro.”
Contexto da votação
A aprovação da PEC da Blindagem dividiu partidos e bancadas. Enquanto a oposição classificou a medida como um escudo para parlamentares investigados, defensores alegaram que a proposta resgata prerrogativas previstas na Constituição de 1988 e protege o Legislativo contra supostos abusos do Supremo Tribunal Federal (STF).
Agora, a PEC segue para análise do Senado Federal, onde precisará do apoio de 49 dos 81 senadores para avançar. A expectativa é de que a matéria enfrente maior resistência, especialmente na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
