O Farolete apurou — e o radar político não costuma falhar — que a família Celeguim anda com saudade repentina de Franco da Rocha. Ou, pelo menos, do endereço eleitoral. O deputado estadual Maurici e o deputado federal Kiko Celeguim, pai e filho, estariam sondando casas na cidade com um objetivo bem claro: as eleições deste ano.
Apesar de dependerem de votos espalhados por todo o estado de São Paulo, a dupla parece ter chegado à mesma conclusão óbvia que todo político aprende cedo ou tarde: voto também se cultiva com presença. E, nesse quesito, Franco da Rocha anda meio esquecida no álbum de família.
Maurici, o patriarca, não mora na cidade há mais de 15 anos. Já Kiko Celeguim resolveu, há cerca de dois anos, trocar o “Orgulho de Ser Franco” — slogan que estampava sua gestão como prefeito — por uma bela casa em condomínio de alto padrão em Mairiporã. O orgulho, ao que tudo indica, ficou no passado. Hoje, o CEP é outro, mais arborizado e exclusivo.
A estratégia, aliás, não é inédita no clã. O Farolete lembra que Bran Celeguim, irmão mais velho de Kiko, passou mais de uma década morando em São Paulo e só voltou a “redescobrir” Franco da Rocha quando decidiu disputar as eleições municipais de 2024. Coincidência? A política local costuma responder que não.
Agora, com o cenário estadual se desenhando, a possível mudança (ou retorno estratégico) ganha ainda mais sentido. Maurici, que busca manter espaço na Assembleia Legislativa, não terá vida fácil. Vai disputar votos diretamente com Renata Sene e Danilo Joan, dois nomes fortes que entram no jogo com potencial real de esvaziar o reduto eleitoral do veterano.
No fim das contas, o Farolete deixa a reflexão: Franco da Rocha segue sendo o berço eleitoral da família Celeguim — mesmo que, por longos períodos, seja tratada apenas como endereço de campanha. Porque, na política, às vezes o lar não é onde se mora, mas onde ainda dá voto.