O Sistema Cantareira, responsável por abastecer grande parte da Região Metropolitana e fundamental para as cidades da região do Cimbaju, enfrenta um cenário crítico neste início de 2026. Segundo dados da Sabesp, o manancial opera com 20,2% de seu volume útil, uma queda drástica de 30 pontos percentuais em comparação ao mesmo período de 2025, quando o nível era de 50,7%.
A situação reflete uma “gangorra” hídrica que persiste há uma década. Após atingir níveis confortáveis em 2023, a escassez de chuvas no último semestre derrubou os índices. Em dezembro, o sistema chegou a ficar abaixo da barreira técnica de 20%, revelando paisagens desoladoras: na represa Jaguari-Jacareí, áreas antes cobertas por água deram lugar a pastos secos e poeirentos.
O impacto não se restringe apenas ao Cantareira. O volume total do Sistema Integrado, que engloba outros reservatórios, despencou de 49,4% para 26,5% em doze meses. Até mesmo o Guarapiranga, outro pilar do abastecimento metropolitano, registrou queda, passando de 58,9% para 46,2% de sua capacidade. Especialistas alertam que, sem chuvas robustas nos próximos meses, a segurança hídrica da região pode entrar em estágio de pré-crise.
