Voto feminino completa 94 anos no Brasil e 30 anos da urna eletrônica nesta terça (24)

Código Eleitoral de 1932 garantiu direitos históricos e lançou as bases para a modernização tecnológica da democracia

O dia 24 de fevereiro de 1932 consolidou-se na história nacional como o momento em que a cidadania brasileira ganhou contornos mais representativos com a instituição do primeiro Código Eleitoral do país. O documento, que completa 94 anos nesta terça-feira, não apenas criou a Justiça Eleitoral, mas garantiu formalmente às mulheres o direito de votar e de serem votadas em todo o território nacional.

Atualmente, a força feminina é o pilar do eleitorado brasileiro. De acordo com estatísticas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o país conta com mais de 82,3 milhões de eleitoras, o que representa 52,86% do eleitorado nacional. No estado de São Paulo, esse protagonismo é ainda maior, com as mulheres alcançando a marca de 53,27% de participação, frente aos 46,70% dos homens.

Apesar da maioria nas urnas, a representação feminina em cargos de poder ainda enfrenta desafios estruturais. Nas eleições de 2022, as candidaturas de mulheres representaram 33,8% do total, um avanço gradual em relação aos 31,57% registrados em 2018. Para estimular essa participação, a legislação brasileira utiliza a política de cotas, que exige que cada partido preencha o mínimo de 30% de candidaturas de cada gênero.

Além do avanço social, o Código de 1932 também foi o berço da modernização tecnológica das eleições brasileiras. O texto original da lei mencionava repetidamente a criação de uma “máquina de votar”, idealizada para eliminar a intervenção humana e banir as fraudes eleitorais comuns na época.

Essa visão pioneira só pôde ser concretizada mais de 60 anos depois, resultando na criação da urna eletrônica, que em 2026 celebra 30 anos de implementação. A ferramenta consolidou a segurança do processo democrático e permitiu que a ideia semeada há quase um século se tornasse uma realidade ágil e auditável para os mais de 155 milhões de eleitores brasileiros.

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