São Paulo confirma primeira morte por meningite em meio a surto da doença

Fabio Nunes Teixeira/PMG

Além da vítima fatal, outros cinco casos foram registrados na mesma região em um período de 90 dias

A prefeitura de São Paulo confirmou nesta terça-feira (27) a primeira morte entre pacientes com meningite na Vila Formosa, Zona Leste da capital paulista, onde há um surto. Esse é um dos cinco casos de meningite meningocócica do tipo C registrados no período de 16 de julho a 15 de setembro.

Além da mulher, os demais casos foram registrados em um bebê de 2 meses e em adultos de 20, 21 e 61 anos de idade. A Secretaria Municipal de Saúde afirmou que se considera surto da doença quando há ocorrência de três ou mais casos do mesmo sorogrupo em um período de 90 dias.

Diante das notificações, foram feitas ações de prevenção e controle da doença, como quimioprofilaxia dos comunicantes próximos e intensificação vacinal na região. Já foram vacinadas 7.400 pessoas nos últimos 15 dias. Segundo especialistas, a doença pode ser fatal em 25% dos casos. 

“Cabe esclarecer que em toda a cidade o número de casos diminuiu neste ano na comparação com 2019, ano anterior à pandemia da covid-19. De janeiro até ontem (26) foram notificados 56 casos de doença meningocócica em toda a capital. Durante o mesmo período de 2019 [janeiro a setembro] foram registrados 158 casos da doença, ou seja, uma redução de 64,5% no âmbito geral”, disse a prefeitura por meio de nota.

Meningite

A meningite é uma inflamação das meninges (presentes no cérebro e medula espinhal) causada por bactérias, vírus, fungos e parasitas, mas também pode se originar em processos inflamatórios, como o câncer (metástases para meninges), lúpus, reação a algumas drogas, traumatismo craniano e cirurgias cerebrais.

Entre os sintomas da doença, de acordo com o manual MSD, são dor de cabeça, rigidez na nuca, náuseas, sensibilidade à luz e letargia (estado de profunda inconsciência). Com o passar do tempo, o paciente também pode ter convulsões, delírio e tremores.

O Ministério da Saúde ainda alerta que os bebês podem ter sinais mais sutis da meningite, como vômito, má alimentação, reflexos anormais ou irritabilidade.

Transmissão

De forma geral, a transmissão ocorre de pessoa para pessoa, por meio das vias respiratórias – por gotículas e secreções do nariz e da garganta. Há também a transmissão fecal-oral, pela ingestão da água e alimentos contaminados e/ou contato com fezes.

Em caso de suspeita da doença, o paciente deve procurar urgentemente um pronto-socorro para avaliação médica e confirmação via exames, como o teste quimiocitológico do líquor (feito com a extração do líquido da região lombar).

Prevenção

A forma mais efetiva de prevenir a meningite meningocócica é a vacinação. O Ministério da Saúde disponibiliza gratuitamente a vacina contra diversos tipos de meningite, inclusive o C, aplicada entre os três e cinco meses de vida.

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