As recentes tragédias no estado de São Paulo ocasionadas pelas chuvas despertou as autoridades para a urgência de melhorar os sistemas de alerta e de comunicação com moradores de locais sujeitos a deslizamentos e inundações.
Na última semana, a Defesa Civil estadual começou a colocar em prática um plano para compartilhar com essas comunidades informações dos mapas de risco de aproximadamente 800 áreas em mais de 300 cidades paulistas que possuem esse tipo de levantamento.
Entre as medidas está a criação de um sistema padronizado de placas para indicar pontos de perigo e rotas de fuga. As primeiras foram instaladas no bairro Recanto Feliz, em Francisco Morato.
Apesar de simples, a adoção de um padrão visual para sinalizar riscos é medida pioneira no estado, segundo o órgão. As placas foram desenvolvidas com base na Cobrade (Classificação e Codificação Brasileira de Desastres).
Uma cartilha com orientações sobre como reagir a eventos climáticos extremos também foi criada.

Todo o conteúdo fica disponível na página da Defesa Civil para que as prefeituras utilizem as imagens para confeccionar o material a ser instalado nos locais de risco. Convênios com o estado podem ser estabelecidos para capacitação dos agentes locais, diz o órgão.
Outras medidas para alertar potenciais vítimas com antecedência devem ser testadas antes da próxima temporada de chuvas, que começa em dezembro.
Uma das principais é a criação de uma central de comunicação capaz de identificar telefones celulares localizados em áreas sujeitas a desastres. O cell broadcast ou sistema de transmissão por celular deverá interromper outras funções do aparelho —como reprodução de vídeos— e disparar um alarme sonoro e por vibração para que não seja ignorado.
Monteiro destaca que, diferentemente do atual sistema de alertas por SMS, o novo será capaz de acionar aparelhos que estiverem em área de risco independentemente de o usuário ter cadastrado seu número para receber alertas.