O número de animais vítimas de caça resgatados pela Mata Ciliar em Jundiaí cresceu nos últimos três anos. Segundo dados da associação, de 2020 para 2021 o crescimento foi mais expressivo do que em outros anos: cerca de 40% de casos a mais de um ano para o outro.
Samuel Nunes, coordenador de comunicação da Mata Ciliar, explica que o aumento de resgates desta natureza coincide com o período em que houve flexibilização do Governo Federal para aquisição da Concessão de Certificado de Registro (CAC), que permite atividades de colecionamento de armas de fogo, tiro desportivo e caça.
No dia 6 de setembro, uma irara macho foi resgatada na Rodovia Edgard Máximo Zambotto, em Franco da Rocha, após ser atropelada. A equipe da Mata Ciliar encontrou 19 projéteis de arma de chumbo no corpo do animal, que não resistiu aos ferimentos.

“Fizemos a necropsia e, no exame, foi constatado que o animal havia sido vítima de caça com arma de chumbo. Isso com certeza prejudicou a mobilidade dele e contribuiu para o atropelamento e morte,” ressalta Lívia de Oliveira Andrade, médica veterinária patologista da Mata Ciliar.
Proibição
Conforme a Lei nº 5.197, de 1967, é proibido caçar os animais de quaisquer espécies, em qualquer fase do seu desenvolvimento e que vivem naturalmente fora do cativeiro, constituindo a fauna silvestre, bem como seus ninhos, abrigos e criadouros naturais.
É proibido, também, o comércio de espécimes da fauna silvestre e de produtos e objetos que impliquem na sua caça, perseguição, destruição ou apanha. A pena para quem pratica o crime é de um a cinco anos de prisão.