Funcionários do Metrô, da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e da Sabesp anunciaram uma greve conjunta para tentar frear o plano de privatizações do governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) em São Paulo. A paralisação está marcada para o dia 3 de outubro, próxima terça-feira, e deve durar 24 horas.
Os sindicatos dos servidores do Metrô e da CPTM já haviam aprovado a paralisação na última semana. Nesta quarta-feira (27), os funcionários da Sabesp decidiram que também entrarão em greve. Atendimentos de emergência e o abastecimento de água serão mantidos, segundo o Sintaema, sindicato que representa o grupo de servidores da Sabesp.
A privatização da companhia de saneamento, considerada a “joia da coroa paulista”, é uma promessa de campanha de Tarcísio, que defende que a mudança vai antecipar a universalização do saneamento básico no estado e pode trazer benefícios como a diminuição da conta de água para a população, o que é questionado pelos trabalhadores.

Atualmente a companhia já tem ações negociadas nas bolsas de São Paulo e Nova York, mas o governo de São Paulo é atualmente seu principal acionista, com 50,3% de participação na empresa. Para aumentar a participação privada, Tarcísio pretende fazer uma uma oferta adicional de ações no mercado (follow-on) destinada a atrair um novo acionista de referência.
Os trabalhadores da empresa afirmam que a companhia é financeiramente saudável e que não há justificativas para a desestatização. Em 2022, a empresa registou lucro líquido de R$ 3,1 bilhões, valor 35% maior do que o registrado em 2021. Com atuação na região metropolitana e também no interior do estado, a Sabesp fornece água para 28,4 milhões de paulistas e faz a coleta de esgoto de 25,2 milhões de pessoas.