Diego Hernandez (PDT), pré-candidato à prefeitura de Franco da Rocha, foi o convidado do podcast “Conexão Franca” na quarta-feira, 11 de outubro. O programa é apresentado pelo jornalista Toninho Lopes Jr., nos estúdios da Rádio Local Web, em Caieiras. Durante a entrevista, ele comentou sobre as enchentes que afetaram a cidade no último domingo e criticou o governo atual por antecipar a discussão sobre as eleições municipais de 2024.
A crítica de Hernandez está relacionada ao lançamento da pré-candidatura de Marcus Brandino (irmão de Kiko Celeguim e chefe de Gabinete da prefeitura) para disputar as eleições do próximo ano pelo PT. No mesmo dia, durante o evento, a vice-prefeita Lorena Oliveira comunicou sua desfiliação do partido, causando surpresa em todos que estavam presentes. A informação foi divulgada em primeira mão pelo Conexão Juquery.
Para Diego, que concorreu ao cargo de prefeito em 2020 e obteve 8.077 votos, o governo atual deveria estar concentrado em governar e debater políticas públicas que beneficiem a população, em vez de estimular a antecipação da disputa eleitoral.
“É o momento adequado para discutir eleições? Quem trouxe esse assunto à tona foi o governo atual. Por quê? Porque estão focados apenas no poder. O governo está com uma avaliação negativa e o prefeito desistiu de tentar a reeleição, então eles sentiram a necessidade de adiantar a discussão, pois ficaram sem candidato. No entanto, é essencial governar até 31 de dezembro de 2024. Se já estamos debatendo eleições, a responsabilidade é do próprio governo. Ainda falta um ano para as eleições, mas o PT já lançou um pré-candidato, o que gerou divisões. Estão desesperados com a possibilidade de perder o poder, sem se importar com o futuro de Franco da Rocha”, declarou.
Enchentes
Sobre as enchentes, um problema que atormenta os franco-rochenses há décadas e que mais uma vez dominou as manchetes no último domingo (8), Diego afirmou que, devido à localização geográfica da cidade e a erros de administrações passadas, não existe uma solução completa para o problema.

“As obras, como os piscinões, que estão em andamento têm o objetivo de mitigar um problema histórico, pois a cidade foi construída em um vale. No entanto, também há questões de engenharia envolvidas. O Terminal Leste, por exemplo, não possui um sistema de escoamento de água, e qualquer chuva resulta em alagamentos. Todas as obras realizadas em Franco da Rocha nos últimos anos enfrentaram problemas de drenagem de água devido a erros de engenharia. Quem disser que vai solucionar completamente o problema de enchentes em Franco da Rocha está mentindo. Não podemos esperar por um milagre, uma vez que a cidade cresceu ao redor de rios, o Juqueri e o Ribeirão Eusébio. O que podemos fazer é buscar soluções para minimizar esse problema”, explicou.
Além disso, Hernandez também pediu rapidez nas operações de limpeza realizadas pela prefeitura após as enchentes, destacando a necessidade de ações imediatas, como o caso da EMEB Professora Jannette Tennório Assumpção, localizada na Avenida Washington Luiz, que teve sua entrada praticamente bloqueada quando as aulas recomeçaram na terça-feira.
“Um dia após as enchentes, a escola estava repleta de galhos e lama. Com a quantidade de funcionários de confiança na prefeitura, não era possível enviar duas pessoas para limpar e garantir que o acesso à escola estivesse desobstruído? Muitas pessoas esperavam que eu criticasse a prefeitura por conta das enchentes, mas eu não faço política dessa forma. É um problema crônico da cidade. Fico triste e com dificuldades para dormir. Quando a cidade sofre, eu sofro junto”, concluiu.