Três cavalos foram encontrados mortos em Mairiporã em circunstâncias suspeitas, levando o proprietário, o empresário Hérick Maragno, a acusar a polícia de obstruir investigações e ocultar evidências. As denúncias foram encaminhadas ao Ministério Público, à Corregedoria da Polícia Civil e à Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, desencadeando uma investigação em curso.
O primeiro cavalo morreu no dia 31 de dezembro de 2022, após cair doente. O empresário, de 41 anos, relata que o animal tinha um corrimento nasal esverdeado, espumava pela boca e não conseguia beber água.
Usando um estetoscópio, o veterinário responsável por examinar o cavalo avisou que o intestino do animal não funcionava. O dono concordou em sacrificá-lo no primeiro dia do ano, conforme informações da Folha de São Paulo. Nas seis semanas seguintes, Maragno perderia outros dois cavalos.
A investigação das três mortes colocou o empresário em uma briga judicial com quatro delegados de polícia, três investigadores, três veterinários e um advogado. Maragno acusa policiais de obstruir investigações e esconder provas. O caso chegou até o delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo.
Ele afirma que os cavalos foram envenenados e relata que um exame toxicológico detectou 0,661 mg/kg de chumbo em órgãos de um dos cavalos, o último a morrer. Entretanto, o empresário não tem certeza de quem seria o mandante do suposto envenenamento.
A Delegacia Seccional de Franco da Rocha, que supervisiona o caso, afirma que as acusações estão sob investigação e que o empresário será responsabilizado se não puder comprová-las. Além disso, a hipótese de intoxicação por chumbo foi descartada com base em laudos.
