A cidade de São Paulo deve encerrar o mês de agosto como um dos mais secos dos últimos anos. Com apenas 13,5 milímetros de chuva acumulados, o volume representa 44,7% da média histórica de 30,2 mm, segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE). O último agosto com índice tão baixo havia sido registrado em 2020.
A estiagem já impacta o principal manancial de abastecimento da região metropolitana. O Sistema Cantareira opera atualmente com 34,6% da capacidade, nível classificado como de alerta, e passará a integrar oficialmente a “Faixa 3 – Alerta” a partir de 1º de setembro, segundo a Agência Nacional de Águas (ANA).
Diante do cenário, o governo de São Paulo e a Companhia de Saneamento Básico do Estado (Sabesp) anunciaram medidas emergenciais. O volume de retirada do Cantareira foi reduzido de 31 m³/s para 27 m³/s, enquanto a pressão da água na rede metropolitana passou a ser diminuída diariamente entre 21h e 5h. A ação, considerada preventiva e temporária, busca reduzir perdas e preservar os reservatórios, mas não tem prazo definido para ser suspensa.
Além da falta de chuvas, as temperaturas em agosto também ficaram abaixo da média, com mínimas de 12,4°C e máximas de 23°C, contra as médias históricas de 13,4°C e 24,3°C. Para os próximos dias, a previsão é de tempo seco, com elevação das temperaturas e queda na umidade relativa do ar.
O Cantareira abastece cerca de metade da população da Grande São Paulo e também contribui para municípios das bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí. Caso o nível do reservatório caia abaixo de 30%, o sistema entrará em faixa de restrição; abaixo de 20%, será decretado estado de emergência.
A Sabesp orienta a população a economizar água e reforça que imóveis com caixa-d’água tendem a sentir menos os efeitos da redução de pressão no abastecimento.
