O atleta Cristian Ribera entrou para a história nesta terça-feira (10) ao conquistar a primeira medalha do Brasil nos Jogos Paralímpicos de Inverno, em Milão-Cortina (ITA). Ribera garantiu a medalha de prata na prova de sprint clássico de 1.024 metros, percorrida em 2:29.6, ficando atrás apenas do chinês Liu Zixu, que venceu com 2:28.9. O cazaque Yerbol Khamitov completou o pódio.
Natural de Cerejeiras (RO) e criado em Jundiaí, Ribera dominou todas as fases eliminatórias até chegar à final, mas foi ultrapassado nos metros finais. Em entrevista ao Sportv, o atleta afirmou:
“Quero agradecer muito meu time, trabalhamos sempre juntos, e minha família, afinal é por eles que estou aqui. Faltou muito pouco para a medalha de ouro, mas mérito para a reação do atleta chinês no final da prova. Agora é comemorar o resultado e a próxima meta é o primeiro lugar.”
O feito representa um marco para o Brasil, já que Cristian Ribera também detinha o melhor resultado histórico do país em Paralímpicos de Inverno, com o 6º lugar nos Jogos de PyeongChang 2018, quando tinha apenas 15 anos, tornando-se o atleta mais jovem a participar da competição.
O secretário da SEDPcD, responsável pelo programa Time São Paulo Paralímpico, destacou a importância da conquista:
“A medalha de prata conquistada por Cristian Ribera nos Jogos Paralímpicos de Inverno representa um feito histórico para o Brasil. É um momento que enche nosso país de orgulho e mostra ao mundo a força, a determinação e o talento dos atletas brasileiros com deficiência. Essa conquista reforça a importância do investimento contínuo no esporte paralímpico.”
Cristian nasceu com artrogripose, uma doença congênita que afeta as articulações e exigiu 21 cirurgias nas pernas, mas transformou desafios em combustível para se tornar referência no esqui cross-country paralímpico. Sua família também é destaque no esporte: o irmão mais velho, Fábio, é seu treinador, e a irmã caçula, Eduarda, inspirada por ele, também competiu recentemente nos Jogos Olímpicos de Inverno nas mesmas cidades italianas.
Com a prata, Ribera não apenas marca um feito histórico para o Brasil, como também reforça a visibilidade e a importância de políticas públicas voltadas ao esporte paralímpico.
*Com informações da Agência SP
