A Páscoa dos brasileiros não será tão “salgada” em 2026 quanto se imaginava. Cálculos feitos pela FecomercioSP e pelo Sincomercio Jundiaí e Região indicam que os itens alimentícios mais procurados para a data tiveram uma alta de apenas 0,59% no último ano — valor muito abaixo da inflação acumulada de 4,1%.
A grande vilã da celebração, no entanto, é a prateleira de doces. O chocolate subiu 26,11% em 12 meses, impulsionado pela forte elevação do preço do cacau no mercado internacional. Como o IBGE não mede o preço do ovo de Páscoa por ser sazonal, a tendência é que ele acompanhe essa alta das barras e bombons.
Almoço de domingo traz alívio ao bolso
Se o chocolate pesou, os ingredientes para a tradicional reunião de família estão dando uma trégua no carrinho de compras. Itens essenciais registraram quedas significativas:
- Arroz: queda de 28%
- Azeite: queda de 24,12% (recuperação após a forte alta de 2025)
- Alho: queda de 21,5%
- Ovo de galinha: queda de 5,14%
Na Região Metropolitana de São Paulo, a cesta está um pouco mais cara que a média nacional (alta de 3,48%), mas ainda assim abaixo do índice geral de preços. Além do chocolate, o tomate (15,35%) e a azeitona (7,53%) também pressionaram o orçamento na capital e arredores.
Dica para o consumidor
Para as entidades, o cenário é positivo para o varejo, mas exige estratégia do consumidor. Com o chocolate mais caro, a recomendação é pesquisar promoções, aproveitar descontos especiais e, se possível, substituir grandes ovos de marca por opções artesanais ou barras de chocolate, que rendem mais para a família.
