O custo de vida na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) apresentou alta em março de 2026, conforme análise do Centro de Estudos em Conjuntura Econômica (CECON) da FECAP, baseada em índices oficiais do IBGE. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que reflete a variação para famílias com rendimentos de 1 a 40 salários-mínimos, subiu 0,78% no mês.
Para as famílias com rendas entre 1 e 5 salários mínimos, medidas pelo INPC, a alta foi de 0,72%. Em ambos os índices, a variação na Grande São Paulo ficou ligeiramente abaixo da média nacional, mas os acumulados de 12 meses continuam pressionando o orçamento doméstico.
Na divisão detalhada por itens, o setor de alimentos e transportes liderou as pressões inflacionárias em março. O leite longa vida (+17,93%) e o feijão carioca (+15,60%) foram os itens com maior aumento. No setor de transportes, o óleo diesel subiu 14,37%, acompanhado pelas passagens aéreas (+7,80%) e pelo transporte por aplicativo (+7,24%).
Em contrapartida, alguns itens registraram queda nos preços, trazendo um alívio pontual:
- Ar-condicionado: -4,52%
- Açúcar refinado: -4,25%
- Pacote turístico: -3,99%
No acumulado de janeiro a março de 2026, a Grande São Paulo apresenta a sexta maior inflação do país, com alta de 2,04%. Nos últimos 12 meses, o IPCA da região acumula aumento de 4,76%, superando a média nacional de 4,14%.
Neste período mais longo (12 meses), os destaques negativos para o bolso do consumidor foram as passagens aéreas (+27,99%) e o transporte por aplicativo (+26,38%). Já os produtos que registraram as maiores reduções de preço no último ano foram o azeite de oliva (-25,85%), o arroz (-23,84%) e o ovo de galinha (-20,30%).
