Franco da Rocha e São Sebastião, municípios paulistas afetados por chuvas e deslizamentos, contrastam na resposta às tragédias ocorridas em suas localidades. Enquanto São Sebastião, um ano após o temporal histórico que vitimou 64 pessoas e deixou três mil desabrigadas, já entregou 704 moradias para as famílias afetadas, Franco da Rocha ainda luta para encontrar uma solução para os desabrigados dois anos após o deslizamento de terra na rua São Carlos que resultou na morte de 18 pessoas.
Na manhã desta segunda-feira (19), o Governo do Estado de São Paulo entregou 518 moradias construídas para as vítimas das chuvas que atingiram São Sebastião, no Litoral Norte, há exatamente um ano. O evento contou com a presença de autoridades locais e estaduais, marcando um passo significativo na reconstrução da região atingida pelo desastre natural. As novas moradias foram construídas em tempo recorde, destacando-se como o projeto mais ágil da história no setor de habitação do estado.
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Por outro lado, em Franco da Rocha, a situação das famílias afetadas pelo deslizamento de terra ocorrido dois anos atrás é bem diferente. No último dia (30), familiares, amigos e sobreviventes da tragédia se reuniram na rua São Carlos para prestar homenagens às 18 pessoas que perderam suas vidas no deslizamento. Enquanto isso, aproximadamente 70 famílias desabrigadas à época ainda aguardam por moradias definitivas. O auxílio moradia de R$ 660,00 oferecido até o momento não tem sido suficiente para cobrir as necessidades básicas das vítimas.
No último dia 8 de janeiro, a secretária de Habitação Ana Carolina Alencar Nunes concedeu entrevista ao Bom Dia SP, da TV Globo, para comentar as ações do governo municipal de Franco da Rocha. Entretanto, o que era para ser um espaço esclarecedor, acabou se tornando uma entrevista constrangedora, pois a Ana Carolina não soube responder nenhuma questão, o que gerou uma reação indignada da apresentadora Sabina Simonato: “A resposta que a gente quer ouvir ela não tem”.

Apesar dos investimentos em obras de contenção e prevenção de novos deslizamentos por parte da prefeitura, as famílias de Franco da Rocha continuam em uma situação de incerteza e vulnerabilidade. A falta de uma resposta clara sobre quando as moradias definitivas serão entregues é um ponto de preocupação para os afetados e para a comunidade como um todo.
Em resumo, enquanto São Sebastião avança na reconstrução e no apoio às famílias atingidas pela tragédia, Franco da Rocha enfrenta desafios significativos para garantir um recomeço digno para as vítimas do deslizamento de terra. O contraste entre as duas cidades destaca a importância da eficiência e da responsabilidade das autoridades locais e estaduais na gestão de crises e na assistência às comunidades afetadas por desastres naturais.
