O Governo de São Paulo vai pagar R$ 2,4 milhões para implantar um sistema de sirenes para alerta de temporais em três cidades paulistas, entre elas Franco da Rocha, marcada por uma tragédia em janeiro do ano passado, que deixou 18 pessoas mortas após um deslizamento de terra na rua São Carlos, no Parque Paulista. Guarujá e São Sebastião também receberão o sistema.
A empresa escolhida para a implantação foi a Squitter, com sede em São José dos Campos, no interior de São Paulo. Ela venceu a licitação por ter apresentado a menor proposta entre as concorrentes. O valor máximo estimado na licitação era de R$ 4,1 milhões.
O resultado foi homologado na terça-feira (17) e o contrato entre a empresa e a gestão estadual deve ser assinado em até cinco dias, segundo a publicação no Diário Oficial.
O edital prevê um prazo de até 120 dias a partir da assinatura da ordem de início dos serviços – com isso, o sistema deve começar a operar em fevereiro de 2023, na reta final do verão.
Como as cidades foram escolhidas
Franco da Rocha, Guarujá e São Sebastião foram escolhidas para receber o sistema. Segundo a Defesa Civil, as cidades foram escolhidas pelos seguintes critérios:
- risco de deslizamentos e alagamentos
- volume de chuva registrado nas regiões
- número de mortes recentes e desalojados
- centros de operação e controle que já funcionem 24h
De acordo com o edital, as sirenes devem ser instaladas em locais que permitam fácil identificação dos moradores e em lugares de fácil acesso. O documento não especifica o número de sirenes que serão compradas.

Ainda segundo o edital, a empresa contratada deverá fornecer todos os equipamentos, os serviços de instalação e de manutenção preventiva, e o software que permita o acionamento do sistema de forma remota.
Além disso, a empresa deverá também fornecer a realização de ensaios, treinamentos e operação assistida durante a implantação do serviço.
Como o sistema vai funcionar?
Segundo o Capitão Roberto Farina, da Defesa Civil, quando houver possibilidade de temporais com alto índice pluviométrico, um alerta será emitido ao Centro de Gerenciamento de Emergência das cidades com o sistema.
A partir disso, a própria cidade será responsável por acionar as sirenes, que emitirão um aviso sonoro aos moradores, sobre a necessidade de deixar as moradias.
Junto com as sirenes, serão implementados “mapas comunitários de risco” no bairro, com informações como locais de fuga, pontos de encontro, abrigos e unidades de saúde.
Os mesmos mapas são usados em São Luiz do Paraitinga desde que a cidade registrou enchentes no início deste ano.
Além disso, estão previstos treinamentos com moradores, contatos diretos da Defesa Civil com líderes comunitários, que poderão orientar a população, e uma parceria do órgão com a Secretaria Estadual de Educação, para que professores preparem os alunos para situações de risco.