Jardineiro desaparece em Franco da Rocha e família acredita que ele tenha sido morto

Um áudio misterioso da ex-mulher do jardineiro intriga amigos e familiares. "Uma coisa eu te falo, ele não volta mais não. Dessa vez, ele extrapolou e o pior aconteceu. Ele vai aparecer sim, mas morto, o cadáver", diz ela
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Antônio Hamilton, de 43 anos, que está desaparecido há 35 dias

A Polícia Civil de São Paulo investiga o desaparecimento do jardineiro Antônio Hamilton Matheus de Alencar, de 43 anos, visto pela última vez no dia 19 de abril deste ano. Ele sumiu após enviar mensagens suspeitas para o chefe, alegando estar em perigo, em Franco da Rocha.

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No dia do desaparecimento, o jardineiro pediu para que seu patrão o buscasse, pois havia tido um novo desentendimento com a ex-cunhada e não poderia dormir em casa. Quando o chefe ouviu os áudios, foi até o local marcado, no bairro Jardim Sinki/Mato Dentro, mas ele não encontrou o funcionário.

Uma discussão antiga e recorrente entre o jardineiro e os vinhos, a ex-cunhada e o marido dela, chama atenção e pode ser um dos motivos do sumiço. Por mensagens de texto, Antônio chegou a dizer para seu chefe que se algo acontecesse com ele a culpa seria dessa mulher e de seu marido.

As brigas geralmente aconteciam devido a um poço de água que os dois compartilhavam. O chefe desconfia que a ex-esposa tenha envolvimento no caso. “No outro dia, ela já estava lá [na casa]. Foi muito rápido. Dá para desconfiar de alguma coisa”, comentou. 

Já a ex-cunhada nega tudo. “A gente nunca brigou por causa de água. Ele inventava, sempre nos demos bem aqui”, diz. O marido dela também afirma não ter informações sobre o paradeiro: “Desapareceu. Ninguém acha vivo ou morto. É só o que eu tenho a declarar”, declara. 

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Mensagens enviadas pelo jardineiro ao chefe

No entanto, um áudio misterioso de Edna, ex-mulher do jardineiro, também intriga os amigos e familiares. “Uma coisa eu te falo, ele não volta mais não. Dessa vez, ele extrapolou e o pior aconteceu. Ele vai aparecer sim, mas morto, o cadáver”, diz ela. 

Antônia Mateus, irmã do jardineiro, é vizinha da ex-mulher dele na zona sul da capital paulista. Ela se emociona ao contar o que ouviu sobre o seu irmão da ex-cunhada. “Eu sinto que alguém fez alguma maldade com ele. Ela [ex-esposa] falou para a gente que ele ia aparecer, mas em uma cova rasa. Faltou o chão para mim. Do jeito que ela fala, pelo visto, sabe”.

À TV Record, o cunhado de Antônio disse que a casa do jardineiro foi remexida. “A chave, carteira estavam em cima da mesa. A ex-mulher dele veio aqui e pegou. Estava atrás dos documentos do imóvel”. Segundo ele, o patrão teria feito uma transferência em valor alto dias antes do sumiço e, por isso, ele tenta descobrir  se teve alguma movimentação na conta bancária do desaparecido.

O cunhado afirma que não vai sossegar até achar Antônio: “Eu vou até o fim. Não descanso até achá-lo ou colocar os responsáveis atrás das grades”.

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