Lula se irrita com Kiko Celeguim e outros deputados do PT que apoiaram PEC da Blindagem

Segundo o blog da Bela Megale, presidente não quer ouvir falar dos 12 parlamentares que votaram a favor da proposta

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva demonstrou forte insatisfação com o deputado federal Kiko Celeguim (PT-SP) e outros 11 integrantes da bancada petista que votaram a favor da chamada PEC da Blindagem. A informação foi publicada nesta quinta-feira (18) pelo blog da jornalista Bela Megale, de O Globo.

Segundo um ministro ouvido pelo blog, Lula chegou a dizer que “não quer ouvir falar” dos parlamentares que contrariaram a orientação do partido. Integrantes do governo avaliam, inclusive, que pode haver algum tipo de reprimenda aos deputados.

A proposta, aprovada pela Câmara na noite de terça-feira (16), determina que apenas com autorização da Câmara ou do Senado sejam abertos processos criminais contra parlamentares.

Além de Kiko Celeguim, também votaram a favor da PEC os deputados Paulo Guedes (MG), Odair Cunha (MG), Merlong Solano (PI), Leonardo Monteiro (MG), Jilmar Tatto (SP), Florentino Neto (PI), Flávio Nogueira (PI), Dr. Francisco (PI), Dilvanda Faro (PA), Alfredinho (SP) e Airton Faleiro (PA).

A maioria dos petistas justificou o voto alegando que se tratava de uma contrapartida para destravar pautas de interesse do governo, além de uma estratégia para evitar a aprovação da urgência de uma proposta de anistia.

Apesar da liberação da base por se tratar de tema interno ao Legislativo, Lula reforçou em entrevista à BBC, na quarta-feira (17), que, se estivesse na Câmara, teria votado contra.

“Se eu fosse deputado, eu seria contra e votaria contra. Acho que a maior blindagem que as pessoas precisam é ter um comportamento sem cometer nenhum ilícito na vida. É desagradável ver pessoas tentando se blindar, inclusive colocando o presidente do partido. Ficou uma coisa muito esquisita para a sociedade brasileira compreender”, declarou o presidente.

Nos bastidores, Lula fez questão de deixar claro a aliados que sua posição é pessoal e contrária à proposta, revelando o desconforto com a postura dos parlamentares petistas, em especial de Kiko Celeguim, um dos nomes mais próximos da cúpula partidária em São Paulo.

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