O jovem morreu na última quarta-feira (04), na porta do Hospital de Taipas, sem atendimento médico
Andréia da Silva, mãe de Vitor Augusto Marcos de Oliveira, ficou revoltada ao descobrir, pouco antes do enterro, que o caixão do filho estava preenchido com pó de serra, caixotes de madeira e folhas de jornal para que o corpo do jovem ficasse nivelado dentro da estrutura.
O jovem de 25 anos morreu dentro de uma ambulância em frente ao Hospital Geral de Taipas, na Zona Norte de São Paulo, após tentar vaga em seis unidades de saúde e não conseguir atendimento por falta de equipamentos para pacientes obesos.
No vídeo compartilhado nas redes sociais por familiares de Vitor, Andréia aparece aos prantos após descobrir o que estava sendo usado para nivelar o corpo do filho dentro do caixão. “Eu não tinha descoberto essa fraude. Brincaram de novo com o peso do meu filho. Mais uma vez, gordofobia. Meu filho estava em cima do lixo”, lamentou a mãe da vítima.
Veja o vídeo:
Em nota, A funerária Trianon, responsável pelo caixão, disse que não tinha responsabilidade pelo estado do caixão, apenas pelo transporte de Vitor. Informou também que a responsável pela preparação do corpo e da urna funerária para o velório seria a Cooperaf, uma cooperativa de tanatopraxia.
O Conexão Juquery não conseguiu contato com Cooperaf. Mas ao portal G1, uma representante afirmou que o nivelamento do corpo com papéis e a utilização de pó de serra são práticas habituais na área. Ao ser questionada pela presença dos caixotes de madeira, encerrou a ligação.
Ainda ao portal G1, o presidente da Associação Brasileira de Empresas e Diretores do Setor Funerário (ABREDIF), disse que os protocolos adotados estão “absolutamente fora dos padrões estabelecidos” e que “responsabilidades precisam ser apuradas”.
Já a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou, em nota, que as imagens que mostram o caixão preenchido com os materiais estão sob análise.
