Mesmo com chuvas recentes, reservatórios da Grande São Paulo seguem em situação crítica

Volume total chega a 27,2% da capacidade; especialistas alertam que recuperação depende de chuvas regulares ao longo do verão

O volume dos reservatórios que abastecem a Região Metropolitana de São Paulo apresentou leve estabilidade após uma sequência de quedas, impulsionado pelas chuvas registradas nos últimos dias. De acordo com dados divulgados pela Sabesp na sexta-feira (19), o nível geral dos sistemas chegou a 27,2% da capacidade total, um aumento de 0,3 ponto percentual em relação ao dia anterior.


Segundo a Climatempo, os dados pluviométricos indicam que todos os sistemas receberam volumes significativos de chuva recentemente, interrompendo um período prolongado de redução nos níveis de armazenamento. Apesar do alívio momentâneo, a consultoria meteorológica ressalta que os avanços ainda não configuram uma recuperação efetiva, mas apenas uma estabilização dos mananciais.


Com o verão iniciado neste domingo (21), estação que historicamente concentra os maiores volumes de chuva nas bacias que abastecem a Grande São Paulo, a expectativa é de redução gradual do nível de alerta nos próximos meses. Especialistas, no entanto, destacam que a recuperação dos reservatórios dependerá da regularidade e da persistência das chuvas ao longo de toda a estação, e não apenas de episódios isolados de precipitação.


Situação dos principais sistemas


O Sistema Cantareira opera com 20,8% da capacidade, com variação positiva de 0,1% em relação ao dia anterior. Em dezembro, o acumulado de chuvas é de 97,7 mm, ainda bem abaixo da média climatológica do mês, que é de 211,1 mm.


O Sistema Alto Tietê, considerado um dos mais preocupantes, também registra 20,8% do volume armazenado, com alta diária de 0,4%. O acumulado de chuva em dezembro é de 106 mm, frente à média histórica de 177,3 mm.


A Guarapiranga apresenta 49% da capacidade, sem variação nas últimas 24 horas, com acumulado mensal de 107 mm, abaixo da média histórica de 172,4 mm. O Sistema Cotia opera com 44% da capacidade e teve queda de 0,4% no volume armazenado, embora o total de chuva em dezembro, de 154,4 mm, esteja próximo da média climatológica de 165 mm.


O Sistema Rio Grande registra 60,8% de armazenamento, com aumento de 1,4% em relação ao dia anterior, mas o acumulado mensal de 73,4 mm segue muito inferior à média histórica de 184,3 mm. Já o Sistema Rio Claro apresenta a melhor recuperação recente, operando com 38,2% da capacidade. O volume de chuva em dezembro chegou a 380,4 mm, superando a média climatológica de 257,3 mm.


O Sistema São Lourenço opera com 49,7% do volume armazenado, após alta de 1,0%. O acumulado de chuva no mês é de 120,8 mm, ainda abaixo da média histórica de 212,3 mm.


Apesar dos avanços pontuais registrados nos últimos dias, o cenário geral dos mananciais permanece delicado, exigindo monitoramento contínuo dos níveis de armazenamento e do comportamento das chuvas ao longo do período chuvoso.

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