O secretário-executivo do Ministério da Cultura (MinC), Márcio Tavares, cumpriu agenda na última sexta-feira (6) na capital paulista com foco na ampliação das políticas culturais nas periferias. Durante encontro com coletivos culturais da Zona Leste de São Paulo, o governo federal anunciou a expansão do projeto Rede Cultura e Comunidade para quatro municípios da Região Metropolitana, entre eles, Franco da Rocha.
O projeto será conduzido pelo Instituto Pombas Urbanas, que acaba de ser integrado ao Comitê de Cultura de São Paulo. A iniciativa vai atender também os municípios de Carapicuíba, Caieiras e Mairiporã, com ações voltadas à formação de agentes culturais e à democratização do acesso a políticas públicas da área.
“A gente vai atuar nessas quatro regiões, proporcionando formações para que as coletividades, os agentes culturais, os movimentos possam ter acesso às políticas culturais. A gente acha fundamental que as pessoas consigam acessar essa ferramenta que são os editais e, enfim, as políticas culturais”, explicou Adriano Maurício, representante do Instituto Pombas Urbanas.
Durante a roda de conversa realizada no Centro Cultural Arte em Construção, sede do Instituto em Cidade Tiradentes, o secretário-executivo do MinC destacou a importância da cultura como vetor de desenvolvimento. “Investir em cultura é, sobretudo, investir em gente, talento e criatividade — é apostar no que o Brasil tem de melhor”, afirmou Márcio Tavares, reforçando o compromisso com a consolidação de políticas públicas permanentes.
Além de Franco da Rocha, o Comitê de Cultura de São Paulo agora conta com representantes em Marília, Araraquara, Ubatuba e na capital. Segundo Mirela Araújo, coordenadora-geral dos Comitês de Cultura do MinC, a ideia é “territorializar as políticas públicas”, ampliando o alcance do Ministério nos interiores e nas periferias.
A atividade contou com a presença de lideranças políticas como o deputado federal Alencar Santana e os deputados estaduais Simão Pedro (presidente da Comissão de Cultura da Alesp), Rômulo Fernandes e Paulo Fiorilo.
Na parte da tarde, a agenda do Ministério seguiu para o bairro do Belenzinho, onde o secretário visitou a Vila Operária Maria Zélia, patrimônio tombado nas esferas municipal, estadual e federal. No local, foram discutidas propostas de cessão de uso de espaços culturais inativos para coletivos periféricos e organizações ligadas à cultura afro-brasileira.
