As mulheres continuam a ganhar espaço nos cargos de liderança no Brasil, representando 38% dessas posições em 2023, de acordo com um estudo da FIA Business School. Embora esse número mostre algum progresso, desafios significativos ainda persistem, especialmente em níveis mais altos de liderança.
Lina Nakata, professora da FIA e uma das responsáveis pelo levantamento, ressalta que apesar da representatividade nas lideranças intermediárias, a presença feminina nos níveis mais altos é ainda limitada, com uma queda de cinco pontos percentuais em comparação com o ano anterior, totalizando 28%.
A pesquisa revela que as mulheres, apesar de representarem 43% do quadro de funcionários, estão sub-representadas nos cargos de alta liderança. No entanto, surpreendentemente, as CEOs mulheres são consideradas melhores gestoras e desfrutam de uma maior confiança por parte dos colaboradores em comparação com seus colegas masculinos.
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Para 50% dos entrevistados, as CEOs têm uma gestão excelente, enquanto apenas 43% atribuíram essa mesma avaliação aos CEOs homens. Além disso, 79% dos colaboradores confiam totalmente em suas CEOs, em contraste com os 72% que confiam nos CEOs do sexo masculino.
Os estereótipos de gênero também se manifestam nas percepções dos colaboradores, que veem as mulheres como mais orientadas para a proximidade e os homens como mais conservadores e focados em resultados.
A pesquisa destaca que 51% das empresas reconhecidas como excelentes lugares para trabalhar possuem programas estruturados para o desenvolvimento das colaboradoras, com foco na igualdade de oportunidades e na equiparação salarial. Entre as medidas mais adotadas estão o monitoramento e a equiparação de diferenças salariais, seguidos pela criação de comitês específicos para discutir a ascensão das mulheres a cargos de liderança.
No entanto, embora muitas empresas estejam implementando iniciativas para apoiar as mulheres no mercado de trabalho, algumas práticas, como palestras sobre equidade de gênero e programas de bem-estar pessoal, mostraram-se menos frequentes em 2023 em comparação com anos anteriores.
Este estudo reforça a necessidade contínua de medidas eficazes para promover a igualdade de gênero e garantir o avanço das mulheres em todas as esferas profissionais.
