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Do gosto ao desgosto: o que aconteceu com a Maluquinho?

Lá nos bons tempos — que parecem cada vez mais distantes — pedir uma pizza na Maluquinho era quase um ritual: massa no ponto, recheio generoso, queijo esticando, sabor marcante. Era o tipo de coisa que você recomendava com gosto, com aquela frase clássica: “Confia, é da Maluquinho”. Pois é.

Lá nos bons tempos — que parecem cada vez mais distantes — pedir uma pizza na Maluquinho era quase um ritual: massa no ponto, recheio generoso, queijo esticando, sabor marcante. Era o tipo de coisa que você recomendava com gosto, com aquela frase clássica: “Confia, é da Maluquinho”.

Pois é. Confiei. E me dei mal. Três vezes.

Na primeira, o desastre chegou com meia hora de atraso, frio como madrugada de julho e, para completar o combo do fracasso, era o sabor errado. Um clássico da má logística com pitadas de descaso. Liguei, reclamei. A solução? Um crédito de R$ 12 — generosidade digna de troco de padaria — ou então a opção de esperar mais 30 minutos por uma nova pizza, enquanto o estômago já tocava hinos de protesto. Fiquei com o crédito. Ingenuidade da minha parte.

Veio a sexta-feira, aquela noite em que a geladeira vira deserto e a preguiça de cozinhar grita mais alto que o juízo. Pensei em não arriscar. Mas o crédito piscava na mente, feito outdoor de esperança. Pedi de novo. Resultado: mesma ladainha. Atraso, pizza fria. Só que desta vez, o drama teve um novo tempero: cobraram R$ 94, como se eu nunca tivesse reclamado da vida, nem crédito tivesse deixado em aberto. Questionei. A resposta? “Ah, o crédito não foi aplicado.” Sem pedido de desculpas, sem empatia, sem brio.

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Fica aqui o registro, iluminado pelo meu farolete — que não pisca nem pra pizza ruim: algo ali mudou, e não foi pra melhor. Talvez o pizzaiolo. Talvez o dono. Talvez só o respeito pelo freguês. Só sei que o preço segue igual ao das grandes casas paulistanas. Pena que a experiência anda mais parecida com pizza de micro-ondas esquecida no balcão.

A Maluquinho, que já foi a preferida da cidade, hoje é só mais uma no escuro.

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