O deputado federal Kiko Celeguim, atual presidente estadual do PT em São Paulo, é alvo de uma ação trabalhista que tramita na 2ª Vara do Trabalho de Franco da Rocha.
O processo é movidoe pelo ex-motorista do deputado que pede reconhecimento de vínculo empregatício, pagamento de horas extras e verbas rescisórias. O valor da causa é de quase R$ 400 mil.
Segundo a ação, o ex-funcionário afirma que trabalhava de segunda a segunda, das 6h da manhã até às 22h, sem horário de almoço.
Ele também alega que exercia funções pessoais para a família do deputado. Entre as atividades descritas no processo estão atuar como motorista de Kiko Celeguim, da esposa do parlamentar, dos filhos, da empregada doméstica da família e até levar os cachorros da residência ao pet shop.
Entre os documentos anexados à ação estão dezenas de fotografias registradas entre 2022 e 2025, incluindo viagens, campanhas eleitorais e eventos políticos.
Funcionária-fantasma? Esposa de Kiko Celeguim é vista em academia durante expediente de trabalhoA audiência do caso está marcada para o dia 27 de maio, um dia antes da votação da PEC que propõe o fim da escala 6x1 no plenário da Câmara dos Deputados, prevista para o dia 28.
O caso também amplia uma sequência de desgastes políticos envolvendo o deputado dentro do próprio PT.
No ano passado, Kiko Celeguim votou favoravelmente à chamada PEC da Blindagem — apelidada por críticos de “PEC da Bandidagem” — contrariando a orientação nacional do Partido dos Trabalhadores, que orientava voto contrário ao projeto.
A proposta acabou barrada no Senado após forte pressão popular, mas o posicionamento do deputado gerou forte repercussão interna no partido. Na época, filiados chegaram a defender publicamente a expulsão de Kiko do PT.
O Conexão Juquery também apurou que pessoas ligadas ao deputado e integrantes de sua equipe estariam pressionando o reclamante para aceitar um acordo e encerrar o processo antes da audiência.
A reportagem procurou o deputado Kiko Celeguim para comentar as acusações, os relatos de pressão por acordo e as contradições envolvendo sua atuação política e o processo trabalhista.
Até o fechamento desta matéria, não houve retorno.


