Com raízes na região do Cimbaju, Erika Hilton (PSOL) alcançou uma marca histórica nas Eleições 2026. Nascida em Franco da Rocha e criada em Francisco Morato, a parlamentar foi reeleita deputada federal neste domingo (4) e se tornou a mulher mais votada da história do Brasil para a Câmara dos Deputados.
Com 88,52% das urnas apuradas em São Paulo, Erika já contabilizava 1.406.671 votos. A votação representa um crescimento expressivo em relação a 2022, quando conquistou seu primeiro mandato de deputada federal com 256.903 votos.
O resultado também supera o recorde feminino que pertencia a Joice Hasselmann, eleita deputada federal por São Paulo em 2018 com 1.078.666 votos.
Na disputa paulista deste ano, Erika aparecia como a segunda candidata a deputada federal mais votada do estado, atrás de Lucas Pavanato (PL), que ultrapassou a marca de 2 milhões de votos.
Raízes na região
A trajetória de Erika Hilton tem ligação direta com a região atendida pelo Conexão Juquery.
A parlamentar nasceu em Franco da Rocha, em 9 de dezembro de 1992, e cresceu na periferia de Francisco Morato, antes de se mudar com a família para Itu, no interior paulista.
Sua entrada na política ocorreu anos depois. Em 2020, Erika foi eleita vereadora da cidade de São Paulo e, em 2022, conquistou uma cadeira na Câmara dos Deputados.
Naquela eleição, recebeu 256.903 votos e tornou-se uma das primeiras mulheres trans eleitas deputadas federais no Brasil.
Quatro anos depois, Erika ampliou sua votação em mais de cinco vezes e garantiu a reeleição para a legislatura que começa em fevereiro de 2027.
Com mais de 1,4 milhão de votos ainda durante a apuração, a parlamentar também estabeleceu uma nova marca para a participação feminina nas eleições para a Câmara dos Deputados.
A Justiça Eleitoral continua totalizando os votos em São Paulo, e a votação definitiva de Erika Hilton ainda poderá aumentar até a conclusão da apuração.



