O projeto Mocambo Yby vem ampliando as práticas educativas voltadas às boas relações étnico-raciais e à valorização da cultura negra em Franco da Rocha. Idealizada pela mestra em Educação e agente cultural Luciene Silva, a iniciativa reúne pesquisa, arte, memória e território para apoiar ações pedagógicas antirracistas em instituições de ensino da cidade.
Uma das atividades mais recentes ocorreu na Escola Estadual Benedito Tavares, onde foi realizado o 1º Simpósio Mocambo Yby, a convite do coordenador Lucas. Ao lado do ator e professor Walter Baltazhar, Luciene Silva discutiu a importância das produções artísticas negras no ambiente escolar e seu papel na construção de identidades positivas entre estudantes.
O simpósio contou ainda com uma oficina de Tranças Afro, conduzida pela trancista Juliana Rafael, que destacou saberes ancestrais e a valorização da estética e da autoestima negra. O encerramento ficou por conta de apresentações de Hip Hop com MC Beto Cruz e DJ Barba, que levaram ao público músicas com mensagens de resistência, memória e afirmação da população negra.
Na sequência das ações, o projeto esteve presente na ETEC Emilio Hernandez Aguilar, a convite da professora Alana. Na ocasião, Luciene Silva participou de um painel ao lado de Robson Crispim, integrante do coletivo Kambada Aquilombamento Cultural. Os dois apresentaram pesquisas e iniciativas do coletivo, que atua no mapeamento de referências negras em Franco da Rocha, na promoção de artistas periféricos e no desenvolvimento de atividades formativas, como rodas de conversa e trilhas pedagógicas.
Com as atividades realizadas, o Mocambo Yby reafirma seu compromisso com o fortalecimento da educação antirracista no município, contribuindo para a valorização da cultura afroreferenciada e para a construção de perspectivas mais justas e inclusivas para as juventudes de Franco da Rocha.
