Senado avança e aprova criminalização da misoginia com pena de até 5 anos

Proposta inclui o crime na Lei do Racismo e segue para análise da Câmara dos Deputados
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O Senado Federal aprovou nesta terça-feira (24) um projeto de lei que criminaliza a misoginia — definida como ódio ou aversão às mulheres — no Brasil. A proposta inclui esse tipo de conduta entre os crimes de preconceito e discriminação previstos na Lei do Racismo e estabelece pena de 2 a 5 anos de prisão.

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De acordo com o texto, a misoginia é caracterizada por ações baseadas na crença da superioridade do gênero masculino. A medida busca ampliar a proteção às mulheres diante do aumento de casos de violência motivados por discriminação de gênero.

Autora do projeto, a senadora Ana Paula Lobato relatou ter sido alvo de ameaças e ataques nas redes sociais após defender a proposta. Entre as mensagens recebidas, ela citou conteúdos com ameaças de morte e perseguição.

A relatora da matéria, a senadora Soraya Tronicke, destacou que a criminalização é uma resposta ao crescimento dos casos de violência contra mulheres no país. Segundo ela, o problema é estrutural e vem se agravando nos últimos anos.

Dados citados durante a discussão indicam que, apenas em 2025, foram registrados 6.904 casos entre tentativas e feminicídios consumados, conforme levantamento do Laboratório de Estudos de Feminicídio da Universidade Estadual de Londrina.

Durante a votação, parlamentares da oposição defenderam alterações no texto para excluir punições em situações relacionadas à liberdade de expressão ou motivação religiosa. As propostas, no entanto, foram rejeitadas pelo plenário.

Com a aprovação no Senado, o projeto segue agora para análise da Câmara dos Deputados, onde ainda precisa ser discutido e votado antes de eventual sanção presidencial.

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