A ação trabalhista de quase R$ 400 mil movida contra o deputado federal Kiko Celeguim (PT), presidente estadual do partido em São Paulo, terá um novo capítulo na próxima segunda-feira (15). A audiência de instrução e julgamento foi remarcada para as 13h na 2ª Vara do Trabalho de Franco da Rocha.
O parlamentar é alvo de uma reclamação trabalhista apresentada por um ex-motorista, que pede o reconhecimento de vínculo empregatício, pagamento de horas extras e verbas rescisórias. O valor atribuído à causa se aproxima de R$ 400 mil.
O caso ganhou repercussão após reportagem publicada pelo Conexão Juquery. Na sequência, a defesa de Kiko Celeguim protocolou um pedido para que o processo passe a tramitar sob segredo de Justiça. Até o momento, o processo permanece em tramitação na Justiça do Trabalho.
A audiência estava inicialmente marcada para o dia 27 de maio, mas foi adiada a pedido do deputado. Na ocasião, a justificativa apresentada foi a participação do parlamentar em Brasília durante a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe o fim da escala de trabalho 6x1.
Na ação, o ex-motorista afirma que trabalhava de segunda-feira a domingo, das 6h às 22h, sem intervalo para almoço. Segundo o relato apresentado à Justiça, ele não atuava apenas como motorista do deputado, mas também prestava serviços particulares para membros da família.
Entre as atividades descritas estão o transporte da esposa do parlamentar, dos filhos, da empregada doméstica e até o deslocamento dos cães da família para atendimento em pet shop.
Como parte das provas anexadas ao processo, foram apresentadas dezenas de fotografias registradas entre 2022 e 2025. As imagens incluem viagens, compromissos políticos, campanhas eleitorais e eventos nos quais o trabalhador afirma ter atuado durante o período alegado na ação.
O Conexão Juquery também apurou relatos de que pessoas ligadas ao deputado e integrantes de sua equipe estariam tentando convencer o reclamante a aceitar um acordo para encerrar o processo antes da audiência.
Procurado pela reportagem para comentar as acusações, os relatos de pressão por acordo e o pedido de segredo de Justiça, Kiko Celeguim informou apenas que o caso possui caráter privado e está em discussão na esfera judicial, razão pela qual não faria comentários.




