Sábado, 25 de julho de 2026 MPJ | Mais Pelo Jornalismo

Buscar notícia

Publicidade
/apidata/imgcache/878c7a51cfdb3b32251191c59be59d4f.webp?banner=top&when=1784955481&who=153

Esposa de Kiko Celeguim é exonerada após suspeita de cargo fantasma na Câmara de SP

Talita Greco foi flagrada em academia de Jundiaí durante horário de expediente; assessora nega irregularidades e acusa reportagem de machismo

Talita Greco ao lado do marido Kiko Celeguim
Foto: Reprodução/Instagram

Após reportagens publicadas pela Folha de S. Paulo e reproduzidas pelo Conexão Juquery, a assessora parlamentar Talita Greco, esposa do deputado federal Kiko Celeguim, pediu exoneração do cargo que ocupava na liderança do PT na Câmara Municipal de São Paulo.

A exoneração foi publicada no Diário Oficial e, segundo o documento, ocorreu a pedido da própria servidora.

Segundo apuração do Conexão Juquery com integrantes ligados ao grupo político petista, a saída de Talita teria como objetivo evitar desgaste à pré-campanha de Kiko Celeguim, que deve disputar a reeleição para um segundo mandato como deputado federal em 2026.

Talita havia sido nomeada em março deste ano para atuar como assessora parlamentar da liderança petista. Segundo a Câmara Municipal, ela recebia salário bruto de R$ 10.544,71 e cumpria expediente das 10h às 19h, “nas dependências do gabinete, podendo esporadicamente exercer atividades externas ligadas à sua função”, conforme informou a liderança do PT em nota.

A denúncia ganhou repercussão após a Folha de S. Paulo afirmar ter recebido informações de que Talita seria uma suposta funcionária fantasma. Durante a apuração, a reportagem localizou a assessora às 11h05 da última segunda-feira (18) em uma academia na cidade de Jundiaí, a cerca de 60 quilômetros da capital paulista.

Talita é sócia-administradora do estabelecimento. Segundo informações disponíveis no site da franquia Spincycle, o investimento inicial para abrir uma unidade da academia é de aproximadamente R$ 1,2 milhão. O valor equivale, segundo os cálculos apresentados pela reportagem, a cerca de 109 meses de salários recebidos por Talita na Câmara Municipal, o equivalente a mais de nove anos de remuneração integral no cargo ocupado junto à liderança do PT.

Publicidade
/apidata/imgcache/e5ff5b2b549de691f65cfc4748c4e6b4.webp?banner=postmiddle&when=1784955481&who=153

De acordo com a Folha, ao ser contatada por telefone enquanto estava na academia, Talita afirmou que se encontrava na Câmara Municipal naquele momento. A reportagem afirma ainda que procurou a assessora em gabinetes do partido e em uma padaria onde ela teria dito estar almoçando, mas não conseguiu localizá-la.

Posteriormente, Talita negou as acusações e afirmou cumprir expediente no gabinete do vereador Hélio Rodrigues. Questionada sobre imagens que a mostrariam em frente à academia durante o horário de trabalho, ela não comentou.

No dia seguinte, a reportagem voltou à Câmara Municipal e tentou novamente questionar a assessora sobre sua presença em Jundiaí durante o expediente. Segundo o relato publicado, Talita entrou no gabinete do vereador acompanhada de uma servidora, que teria impedido a aproximação da imprensa.

Antes de assumir a função na liderança do PT, Talita ocupava um cargo na Mesa Diretora da Câmara Municipal de São Paulo desde março de 2022. Ela assumiu a vaga após a saída de Kiko Celeguim, então vereador da capital paulista e atualmente deputado federal e presidente estadual do PT em São Paulo. Naquele ano, Celeguim foi eleito para a Câmara dos Deputados.

Diferentemente dos cargos efetivos, preenchidos por concurso público, os cargos comissionados são de livre nomeação e exoneração e costumam ser destinados a funções de confiança, chefia e assessoramento.

Em nota enviada ao Conexão Juquery, Talita Greco repudiou a reportagem publicada pela Folha de S. Paulo e reproduzida pelo portal. Ela afirmou que possui trajetória profissional consolidada como advogada, integrante da Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político e militante do direito público.

Segundo Talita, a reportagem se baseou em “denúncia anônima e imagens retiradas de contexto” para levantar suspeitas sobre sua atuação profissional. Ela também questionou o que classificou como tratamento seletivo e afirmou enxergar machismo institucional na cobertura do caso.

A assessora ainda declarou que enfrentava uma situação familiar delicada durante o período da reportagem, afirmando que seu filho de dois anos estava com pneumonia e precisando de acompanhamento hospitalar.

“Liberdade de imprensa é um valor fundamental da democracia, mas não pode ser confundida com autorização para constranger, atacar e expor a vida privada de uma mulher sem qualquer comprovação de ato ilícito ou irregularidade no exercício de suas funções”, afirmou em trecho da nota.

Leia também

Baianinho de Mauá em Franco da Rocha
Entretenimento e Lazer 23/07/2026

Baianinho de Mauá reúne fãs e movimenta noite da sinuca em Franco da Rocha

Fenômeno da modalidade no Brasil participou de partidas no Clube Bola Branca, atendeu admiradores e atraiu dezenas de pessoas ao evento

GCM de Caieiras recupera veículo roubado
Caieiras 22/07/2026

Monitoramento ajuda GCM de Caieiras a recuperar veículo roubado em poucas horas

Ação rápida com apoio de câmeras de monitoramento permitiu localizar o automóvel e devolvê-lo à proprietária no dia seguinte ao crime

Vacinação na estação de Franco da Rocha
saudeebem-estar 21/07/2026

Franco da Rocha promove vacinação na estação de trens para atualizar cadernetas

Ação acontece em três datas, no período da noite, com foco na proteção contra sarampo, caxumba e rubéola

Mila Bertolini
Educação e Cultura 21/07/2026

Escritora de Franco da Rocha leva literatura infantil da região para a Flip 2026, em Paraty

Mila Bertolini estará em mesa sobre criação de livros infantis e fará sessão de autógrafos durante um dos principais festivais literários do país