A Polícia Civil de São Paulo deflagrou, nesta quinta-feira (14), a "Operação Eldorado" para desarticular a perigosa ‘gangue da correntinha’. A ação, que investiga roubos violentos de joias de ouro no centro da capital, teve desdobramentos diretos na região, com o cumprimento de mandados de busca e apreensão em Francisco Morato.
Além de Morato, as incursões policiais abrangeram endereços na zona leste de São Paulo, Santo André e Carapicuíba. Ao todo, a operação resultou na prisão de 16 indivíduos e no cumprimento de 35 mandados de busca. O grupo é especializado em atacar pedestres em áreas de grande movimento, como a Rua 25 de Março e a Ladeira Porto Geral.
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As investigações, lideradas pela 1ª Cerco (Central Especializada de Repressão a Crimes e Ocorrências Diversas) desde janeiro, revelaram uma estrutura piramidal. O grupo contava com "olheiros" para identificar as vítimas e "puxadores" para o roubo físico. Outros membros, chamados de "paredes", cercavam a vítima para impedir a perseguição e dar direções falsas às testemunhas.
A conexão com cidades da Grande São Paulo, como Francisco Morato, servia como base logística e esconderijo para os integrantes. Durante as buscas, os policiais apreenderam diversas correntes de ouro e telefones celulares que ajudam a comprovar a participação do grupo em, pelo menos, dez grandes roubos registrados este ano.
A gente sofre com a falta de registro. Muitas vítimas não fazem o boletim de ocorrência, o que dificulta identificar todos os delitos dessa quadrilha que operava com extrema agilidade.
O destino do ouro roubado
Após os ataques, as joias eram levadas para receptadores na região da Sé, onde o ouro era derretido imediatamente para apagar vestígios de origem ilícita. Cinco receptadores foram presos nesta fase da operação.
Os detidos responderão por crimes de roubo, receptação, associação criminosa e corrupção de menores. A polícia agora trabalha para identificar se há mais moradores da região envolvidos na logística de fuga e armazenamento dos bens roubados.


